sexta-feira, 25 de junho de 2010

Paixão!

"Não chame o meu amor de Idolatria
Nem de Ídolo realce a quem eu amo,
Pois todo o meu cantar a um só se alia,
E de uma só maneira eu o proclamo.
É hoje e sempre o meu amor galante,
Inalterável, em grande excelência;
Por isso a minha rima é tão constante."
Com exceção das pessoas auto-suficientes, todos nós nutrimos uma paixão por alguém especial. Alguém que faz diferença no nosso dia-a-dia ideal. Ás vezes é uma pessoa próxima, uma mãe, um pai, um filho ou uma filha. Outras vezes, alguém muito distante de nossa realidade. Um astro de cinema, um pop star da musica. São pessoas que a mídia costuma chamar de ídolos. Seres que se destacam da multidão aos nossos olhos e que nos servem, tantas vezes, de exemplo e incentivo.
Gosto de nutrir meu amor pelo meu ídolo. Essa é uma forma de manter uma certa sanidade emocional neste mundo de verdades tão dolorosas e cruéis. Um mundo repleto de episódios de violência. Ter e manter ídolos nos faz pessoas melhores, pois vemos nas pessoas o que elas têm de bom, sua beleza, sua disposição em fazer coisas boas, sua justiça, sua lealdade, seu trabalho, seu amor pelo próximo. Cada um tem um motivo muito especial para cultivar seus ídolos. O meu vai além dos jogos, além do chute na bola, além do rosto bonito. Cristiano Ronaldo foi escolhido por mim, pra ser, acima de tudo, um amor! Parece loucura, me chamem de louca então! Eu não ligo...
No dia-a-dia, muitas vezes, acabamos nos perdendo em tantos compromissos, tantas idas e vindas e tantas responsabilidades que nem paramos mais para pensar nos nossos ideais, nos nossos sonhos de criança. Ficaram tais sonhos mesmo lá atrás, em nossa infância remota? Ficaram enterrados na nossa adolescência? A memória vai se apagando com o tempo, como é natural, e aí esses amores eternos aos ídolos viram um pôster desbotado na parede do quarto na casa dos seus pais. Ou um álbum de fotos amareladas e você jura que guardou com todo o cuidado, mas que não consegue achar de jeito nenhum.
O tempo é um bálsamo que nos obrigada, a cada dia, a olhar para frente, para o que há de vir. Mas também é um perigoso inimigo das doces lembranças juvenis. Restamos buscar um momento sequer em nossas vidas corridas para rememorarmos nossos ídolos e até mesmo para fazermos nascer novos amores platônicos, por que não? Afinal, as experiências da vida nos levam a adotar novos ídolos. Ontem éramos fãs de um certo jogador de vôlei, hoje o preferido é um ator de séries de televisão mais novo do que você! Os tempos mudam, o tempo passa, as prioridades são outras a cada dia.
O que não podemos deixar morrer é essa pura necessidade de identificação com alguém ou algo que nem sempre está por perto. Mas que, com certeza, nos traz uma maravilhosa sensação de bem estar, um sopro de frescor para as nossas atribuladas vidas. Pensamos com carinho, com admiração e até com paixão nos nossos ídolos. Isso nos faz ter um pouco de esperança no ser humano. Nos faz pensar que é possível sermos pessoas melhores, se assim o quisermos e se assim nos dispusermos.
Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro, nascido em 5 de setembro de 1985, é a minha paixão. É aquela necessidade de identificação e idolatração! Podem rir e pode parecer bobagem, mas dessa vida eu não saio sem ao menos ele me ver, nem que seja um relance, questão de segundos, ele olhe pra mim e note minha mão chamando-o rapidamente e perceba o meu sorriso de felicidade ao ganhar um sorriso dele. Amor, fixação, seja o que for... Sempre foi assim, sempre será.


Um comentário: