segunda-feira, 31 de maio de 2010

É...



Não havia nada que eu pudesse fazer, mas eu fiz.
Alcançar tal coisa impossível e eu busquei.
Não havia mais esperança e eu as mantive.
Não restava tempo para mais nada e eu lutei até o último minuto
Não queriam, mas eu insisti.
A última palavra havia sido dada, mas eu ainda sim falei.
Mas a felicidade está em mim, pois se nada tenho, por tudo lutei.
E sem me arrepender de nada, em um futuro poderia dizer:

O passado é uma lição para se meditar, não para se arrepender.
Somente as tentativas nos possibilitam às conquistas.

sábado, 22 de maio de 2010

fábula do porco espinho :)



"Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos,assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente.

Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos,justamente os que forneciam calor. E, por isso, tornaram a se afastar uns dos outros.
Voltaram a morrer congelados e precisaram fazer uma escolha: desapareceriam da face da Terra ou aceitavam os espinhos do semelhante.
Com sabedoria, decidiram voltar e ficar juntos. Aprenderam, assim, a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram.


MORAL DA HISTÓRIA
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades..."

:)

terça-feira, 18 de maio de 2010

passione!

Aquilo bate em mim, devagar
Retém um olhar
Um lance que laça
Na hora, aqui e agora
Futuro não há
Aquilo que se pega de jeito
De dá um sacode
Pra lá de alem
O mundo muda,estremece
O caos acontece não poupa ninguém.
Avassalador.
Chega sem avisar
Toma,assalta, atropela
Vela de incendiar
Arrebatador.
Vem de qualquer lugar .

quarta-feira, 12 de maio de 2010

essa coisa de ser livre.


Creio que o tempo está passando rápido demais, porém, não vejo novidade.
Tudo parece estar exatamente igual, naturalmente bom. Suponho erroneamente que a vida resolveu me esquecer, me deixar na mão. Sinto, a cada dia mais, que o meu destino decidiu me abandonar e resolvo, em questão de minutos, que o meu lugar não é aqui.

Quero uma vida nova, quero um sentido para esta.
Tenho em mim, vontade de ser feliz, de fazer os outros feliz.
Sonho com o que não realizei, planejo mais o que um dia eu já planejei, vontades que saciarei, desejos que desejarei, amores que amarei, paixões, calores, amigos, amantes.
Não quero ter pressa, quero que tudo aconteça na hora que tiver que acontecer.
Quero sorrisos, gargalhadas, abraços de verdade.
Não quero a discrição de uma demonstração de amor. Amores discretos querem silêncio. Eu não. Nunca fui fã da tal discrição, e isso pode não ser uma grande descrição de mim. Não quero regras; nada nessa vida devia ser regrado. Quero me sentir tão livre quanto os pássaros e quero ser acolhida e me sentir protegida como um tesouro. Não quero exigir de ninguém o que não posso dar. Quero apenas me entregar, como sempre, em tudo que eu fizer. E sem arrependimentos.
No fim, quero constatar que fiz o melhor, que sonhei,planejei, realizei, amei e vivi. Vivi como se a cada final do dia, não visse o sol se recolher. É, como se a cada manhã eu tivesse que renascer.

Fernanda Scholz.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Ser Mãe.




 A missão de ser mãe quase sempre começa com alguns meses de muito enjôo, seguido por anseios incontroláveis por comidas estranhas, aumento de peso, dores na coluna, o aprimoramento da arte de arrumar travesseiros preenchendo espaços entre o volume da barriga e o resto da cama.
Ser mãe é não esquecer a emoção do primeiro movimento do bebezinho dentro da barriga.
O instante maravilhoso em que ele se materializou ante os seus olhos, a boquinha sugando o leite, com vontade, e o primeiro sorriso de reconhecimento.
Ser mãe é ficar noites sem dormir, é sofrer com as cólicas do bebê e se angustiar com os choros inexplicáveis: será dor de ouvido, fralda molhada, fome, desejo de colo?
É a inquietação com os resfriados, pânico com a ameaça de pneumonia, coração partido com a tristeza causada pela morte do bichinho de estimação do pequerrucho.
Ser mãe é ajudar o filho a largar a chupeta e a mamadeira. É levá-lo para a escola e segurar suas mãos na hora da vacina.
Ser mãe é se deslumbrar em ver o filho se revelando em suas características únicas, é observar suas descobertas.
Sentir sua mãozinha procurando a proteção da sua, o corpinho se aconchegando debaixo dos cobertores.
É assistir aos avanços, sorrir com as vitórias e ampará-lo nas pequenas derrotas. É ouvir as confidências.
Ser mãe é ler sobre uma tragédia no jornal e se perguntar: E se tivesse sido meu filho?
E ante fotos de crianças famintas, se perguntar se pode haver dor maior do que ver um filho morrer de fome.
Ser mãe é descobrir que se pode amar ainda mais um homem ao vê-lo passar talco, cuidadosamente, no bebê ou ao observá-lo sentado no chão, brincando com o filho.
É sentir-se invadir de felicidade ante o milagre que é uma criança dando seus primeiros passos, conseguindo expressar toscamente em palavras seus sentimentos, juntando as letras numa frase.
Ser mãe é se inundar de alegria ao ouvir uma gargalhadinha gostosa, ao ver o filho acertando a bola no gol ou mergulhando corajosamente do trampolim mais alto.
Ser mãe é descobrir que, por mais sofisticada que se possa ser, por mais elegante, um grito aflito de mamãe a faz derrubar o suflê ou o cristal mais fino, sem a menor hesitação.
Ser mãe é descobrir que sua vida tem menos valor depois que chega o bebê.
Que se deseja sacrificar a vida para poupar a do filho, mas ao mesmo tempo deseja viver mais – não para realizar os seus sonhos, mas para ver a criança realizar os dela.
É ouvir o filho falar da primeira namorada, da primeira decepção e quase morrer de apreensão na primeira vez que ele se aventurar ao volante de um carro.
É ficar acordada de noite, imaginando mil coisas, até ouvir o barulho da chave na fechadura da porta e os passos do jovem, ecoando portas adentro do lar.

Finalmente, é se inundar de gratidão por tudo que se recebe e se aprende com o filho, pelo crescimento que ele proporciona, pela alegria profunda que ele dá.
A maternidade é uma dádiva. Ajudar um pequenino a desenvolver-se e a descobrir-se, tornando-se um adulto digno, é responsabilidade que Deus confere ao coração da mulher que se transforma em mãe.
E toda mulher que se permite ser mãe, da sua o da carne alheia, descobre que o filho que depende do seu amor e da segurança que ela transmite, é o melhor presente que Deus lhe deu.

Fernanda Scholz