quinta-feira, 16 de junho de 2011

amar...


A minha vontade de escrever vem à tona. São lá pelas 22:40, estou sentada no fim da cama, com ele deitado me olhando. Sabe, queria ter o poder de saber o que ele pensa a cada vez que olha pra mim, o que ele sente a cada pensamento que toma conta da mente dele. Se bem que se eu soubesse, que sabor teria saber depois? tanto sentimento de alegria, como de tristeza... E tenho sorte de só ter ouvido coisas boas dele. Tenho sorte de tê-lo, e essa não me abençoará novamente. É, dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar; pois é, caiu. 
Acho que a gente descobre o que é o amor, quando achamos que sabemos o que é, e aí, somos surpreendentemente surpreendidos. Achamos que é amor quando sofremos horrores por uma pessoa que não está nem aí pra gente. Nem aí, nem aqui, nem lá, nem cá. Não está em nenhum lugar definitivamente. Sei lá, parece que vemos esses 'amores impossíveis' nas novelas, nos filmes, nos seriados, e achamos que assim tem que ser com a gente. A partir do momento que eu achei que tinha perdido um amor, descobri que amor mesmo nunca foi. Obcessão, afeto, sei lá. Amor que é amor não acaba. Aliás, amor não acaba. Se acabou, não era amor. Nunca foi. E foi assim, que decidi abrir meus olhos pra um mundo que eu desconhecia, pelo motivo de estar focada sempre naquilo que eu achava que me fazia bem. Foi assim que, o destino tratou de colocar na minha vida algo pra me ensinar tudo que eu achava ter conhecimento, pra me mostrar um caminho que pra mim já era velho. Pra me mostrar que eu tenho sim, ciúme. Pra me mostrar que alguém pode sim se preocupar comigo e querer o meu bem mais que tudo no mundo. Pra me ensinar a não julgar pela embalagem. Pra me mostrar que eu posso sim virar uma onça se tentarem atrapalhar a minha felicidade.
Sei lá, a
mor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela.
Relacionamentos a gente constrói. Dia após dia. Dosando paciência, silêncio e longas conversas.
E é assim, quando a gente pára de acreditar em 'amor da vida', o amor pra vida da gente aparece. Começa, aos poucos, a admirá-lo. A achá-lo FODA. E, quando vê, você tá fazendo coraçãozinho com a mão igual uma pangaré. Pois é! Ele não vai fazer declarações românticas e jantares à luz de vela, mas vai saber que você está de TPM no primeiro “Oi”, te perdoando docemente de qualquer frase dita com mais rispidez.
Não quero mais perder o chão. Quero alguém que divida o chão comigo. Não quero mais perder o ar. Quero alguém que me dê fôlego, entenderam!? Sem ansiedades. Sem montanhas-russas.
 É ritmo. Pausas. Desafinos. E desafios. Enfim, Amor é RECONSTRUÇÃO.