quarta-feira, 12 de maio de 2010

essa coisa de ser livre.


Creio que o tempo está passando rápido demais, porém, não vejo novidade.
Tudo parece estar exatamente igual, naturalmente bom. Suponho erroneamente que a vida resolveu me esquecer, me deixar na mão. Sinto, a cada dia mais, que o meu destino decidiu me abandonar e resolvo, em questão de minutos, que o meu lugar não é aqui.

Quero uma vida nova, quero um sentido para esta.
Tenho em mim, vontade de ser feliz, de fazer os outros feliz.
Sonho com o que não realizei, planejo mais o que um dia eu já planejei, vontades que saciarei, desejos que desejarei, amores que amarei, paixões, calores, amigos, amantes.
Não quero ter pressa, quero que tudo aconteça na hora que tiver que acontecer.
Quero sorrisos, gargalhadas, abraços de verdade.
Não quero a discrição de uma demonstração de amor. Amores discretos querem silêncio. Eu não. Nunca fui fã da tal discrição, e isso pode não ser uma grande descrição de mim. Não quero regras; nada nessa vida devia ser regrado. Quero me sentir tão livre quanto os pássaros e quero ser acolhida e me sentir protegida como um tesouro. Não quero exigir de ninguém o que não posso dar. Quero apenas me entregar, como sempre, em tudo que eu fizer. E sem arrependimentos.
No fim, quero constatar que fiz o melhor, que sonhei,planejei, realizei, amei e vivi. Vivi como se a cada final do dia, não visse o sol se recolher. É, como se a cada manhã eu tivesse que renascer.

Fernanda Scholz.

2 comentários:

  1. Para aqueles que tem o dom de conviver com a escrita, a solidão nunca será inimiga! Lindas palavras fe, linda surpresa teu blog tb! Estarei ligado nele ;)

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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